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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Como estava a Alemanha semana passada... por Betsy Beuther

Rastros do Muro de Berlin...
Trilhos da Hauptbahnhof de Köln
Casas Tradicionais de Ulm

Memorial às Vítimas do Holocausto, Berlin
Museu Judaico, Berlin
Tradicional e contemporâneo, Frankfurt

Casas tradicionais de Frankfurt


No dia 20 de dezembro de 2010 começou a minha viagem de férias para a Alemanha, em um grupo de 27 brasileiros guiados pela brasileira Danilse, que passa três meses, todos os anos, na cidade de München,  à  quem credito o sucesso de nossas férias. Até dia 7 de janeiro , dia da nossa partida, passamos pelas cidades de München, Nürnberg, Ulm, Stuttgart, Dachau, Königssee, Oberaudorf, Zugspitze, Füssen, Frankfurt, Köln, Hamburg, Berlin e Salzburg, que fica na Áustria, sem contar algumas localidades que estivemos apenas de passagem, das quais não me recordo nomes, mas com certeza ficaram gravados na memória.
                A Alemanha me surpreendeu! Uma característica em especial é notada em todo  país, a organização. As cidades são tão legíveis, são tantos marcos, memoriais,  monumentos, que mesmo sem o conhecimento da língua alemã, é possível caminhar sozinho pela cidade sem correr o risco de ficar perdido.  O transporte público coletivo, que integra todos os modais com um único ticket, é um exemplo de pontualidade, e deveria servir de referência para cidades que enfrentam problemas com o tráfego intenso, já que são tantas opções de transporte, e todas funcionam tão bem, que o uso do carro fica como segunda (terceira, quarta...) opção.
                O povo alemão é culturalmente mais fechado, acho que o clima frio retrai as pessoas, mas os achei extremamente educados, e foram vários os exemplos de educação que me surpreenderam ao longo da viagem, até porque fui acompanhada de alguns pré-conceitos com relação aos alemães, mas que só serviram de lição “não julgar antes de conhecer”. A gastronomia foi outro exemplo disso, com comidas muito apimentadas, os bratwürst (pão com salsicha) com muita mostarda, eisbein mit Sauerkraut (o famoso joelho de porco com chucrute), os inúmeros glühwein (algo parecido com nosso quentão) tão bem vindos nas nossas caminhadas geladas, além das quase 5000 marcas de cervejas, parte delas ficaram para ser experimentadas em uma próxima volta.
                Falar de cada cidade seria impossível de maneira resumida, mas gostaria de expressar a minha satisfação em conhecer Berlin, um verdadeiro museu a céu aberto! Algumas pessoas falam que os alemães não sabem lidar com os fatos da Guerra, mas o que vi em Berlin foi o resgate de toda essa história que os alemães não tem nada que se orgulhar. Em cada parte da cidade existe algum marco, museu, monumento que registra algum acontecimento daquela época, como Memorial às Vítimas do Holocausto, um labirinto de blocos de diversos tamanhos, que se assemelha à um cemitério cheio de lápides, ele é o reconhecimento público do massacre aos judeus durante a Guerra. O próprio muro de Berlin, um símbolo mais contemporâneo,  que separou a Alemanha Oriental e Ocidental, a socialista e a capitalista, ainda cruza o asfalto em uma trilha de paralelepípedos.
Da arquitetura tradicional das casas germânicas que me encantou, aos edifícios contemporâneos, algumas vezes encontrando-se na mesma paisagem, como em Frankfurt, uma cidade onde a cada esquina se vê o diálogo entre o tradicional e o atual, posso dizer que voltei para o Brasil inspirada! Inspirada pela beleza, pelo diferente, pelo organizado, por Berlin (risos), e com a certeza de que voltarei, mas na próxima vez não para ver neve, mas para ver as flores da primavera.

Betsy Beuther

Um comentário:

Tiago disse...

Parabéns Betsy, deve ter sido uma viagem e tanto..uma aula de arquitetura a céu aberto, beijos!