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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pela liberdade dos arquitetos, pela criação do CAU!

INFORME DO CAU - CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO - PL 4413/2008
COLEGAS,
Repasso a todos da nossa rede FNA GRUPOS, com mais de 5 mil arquitetos e urbanistas cadastrados, o estado da arte do PL 4413/2008 do CAU.
1. O PL está aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania com o parecer do Dep. Mauricio Rands, embora esse deputado tenha colocado uma
sub-emenda que inclui os URBANISTAS para serem registrados em nosso Conselho;
2. Após a aprovação, a CCJC  publicou o PL no Diário da Câmara e conforme o Regimento da Comissão, determina 5 sessões da Comissão para receber
recursos;
3. Decorridos as 5 sessões, conforme mostra o Boletim abaixo, a Mesa da CCJC recebeu o protocolo de dois recursos, acompanhado de assinaturas de deputados
concordando com os recursos. O que são eles? Os Deputados José Machado e José Carlos Alelluia, a pedido do CONFEA e de sua assessoria parlamentar,
requerem que o nosso PL do CAU ao invés de ir direto para o Senado, onde terminaria sua tramitação, eles pedem para o PL ir para o PLENÀRIO da Câmara de
Deputados;
4. Ao ir para o Plenário, o PL do CAU entra numa IMENSA FILA para ser apreciado e votado pelos deputados. Como estamos em fim de ano, o mesmo
ficaria para 2011, provavelmente em abril para ser reiniciado, a pedido de desarquivamento de um parlamentar;
5. Esse cenário é PROTELADOR. Estávamos na iminência de tê-lo aprovado e sancionado em 2010 e agora nosso quadro é mais difícil.
5. Cremos que o PL vai ser APROVADO SIM, mas a luta é desigual. Lutamos contra um CONFEA que se resguarda numa decisão do 6. Congresso Nacional de
Profissionais, que somos 10% dos delegados, que diz : " O conselho deve ser manter multiprofissional, etc etc........." Ou seja se nós sairmos, ele continuará
multiprofissional mas o CONFEA e seus dirigentes, entendem que nós temos de ser ESCRAVOS DELES;
6. A luta é desigual pois temos soldados abnegados que se dirigem ao Congresso Nacional para fazer a luta e o debate de convencimento, enquanto o CONFEA
coloca seus assessores, sempre muito bem remunerados, com crachá para entrar em todos os lugares, o tempo todo;
7. A luta é desigual pois as entidades nacionais não dispõem de recursos financeiros para combater esse inimigo que fica o tempo todo nos gabinetes dos
parlamentares, açodando-os e contribuindo para retardar a aprovação. Foi assim quando eles pediram Audiência Pública na CTASP e depois na CFT sem
necessidade nenhuma;
8. O Presidente do CONFEA nos trai o tempo inteiro pois temos documento assinado por ele quando em campanha, nos informando, aos arquitetos,
que ele não se meteria no processo e ficaria de árbitro geral. Ledo engano. Suas digitais estão em toda a parte e as conversas com os presidentes de CREAs
se amplia a todo dia;
9. Um outro ponto. Os coordenadores das Câmaras de Engenharia Civil assinaram documento entregue aos deputados, COM INVERDADES. Argumentam
que vamos ter atribuições na nossa lei que não temos nas diretrizes curriculares. INVERDADES pois nossas atribuições constantes do PL do CAU
são as mesmas da RESOLUÇÃO CONFEA 1.010 DE 2005. Ainda dizem que a sociedade corre o risco. Segundo colegas conselheiros federais, todos
os que assinaram o manifesto serão processados pelo CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL   e serão obrigados a devolver as diárias e as passagens
que receberam para fazer tal reunião e escrever INVERDADES;
10. A FNA e as entidades do CBA estão unidas e atuando firme nessa luta. A FNA tomou rumos no 34 ENSA que passo para todos. São deliberações que
devem ser tomadas medidas judiciais, caso o CONFEA continue dentro do Congresso com seus assessores, retardando a aprovação do PL do CAU.
MEDIDAS QUE AS ENTIDADES TOMARAM E PRECISAM DE APOIO
1. Até o dia 8 de dezembro, precisamos RETIRAR AS ASSINATURAS DOS DEPUTADOS QUE ASSINARAM OS REQUERIMENTOS. Temos 133 assinaturas no
primeiro e outras 60 no segundo. Para tanto, estamos dentro do Congresso Nacional, com nosso pessoal, trabalhando duro;
2. Precisamos nos unir para que o nosso PL não vá para o PLENARIO da Câmara. Já foi apreciado e aprovado em 3 comissões. Dois anos de luta e não vemos
sentido ser apreciado pelo conjunto dos parlamentares;
3. Precisamos colocar nosso PL no Senado para ser votado URGENTEMENTE e assim termos a sanção presidencial e o sonho do CAU ser realizado depois de
mais de 50 anos.
Para tanto precisamos do seu apoio. Veja os requerimentos anexos e procure os parlamentares que voce conhece e peça para ele assinar nosso requerimento
retirando a sua assinatura. A nossa luta é JUSTA.
EM ANEXO AS DELIBERAÇÕES 1 E 2 DO 34 ENSA QUE TRATAM DESSE TEMA
Abraços a todos e bom final de semana
Ângelo Arruda
Presidente da FNA

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

DA JANELA!

Fotos da nossa linda vista, todos do estúdio terra podemos curtir uma paisagem inspiradora de Blumenau...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Arquitetos do Estúdio Terra participam de Bancas de Trabalho Final de Arquitetura na UNERJ.


Os arquitetos e urbanistas Christian Krambeck e Daniela Garcia, professores da UNERJ E FURB, participam na próxima semana das bancas de Trabalho Final de Graduação dos alunos de arquitetura e urbanismo da UNERJ. A participação é aberta a comunidade e interessados e contará com a presença do professor Milton Conceição da Luz, coordenador do TCC da UFSC.

o ESTÚDIO TERRA deseja boa sorte a todos alunos e grandes realizações e conquistas como arquitetos e urbanistas!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Novos Pontos para o Sistema Integrado de Blumenau! estúdioterra


Foram definidos os detalhes finais para a produção dos novos abrigos para os usuários do transporte coletivo de Blumenau. O projeto é da Terra ARquitetura e parte de uma adaptação dos atuais pontos instalados na Av. Beira Rio, prevendo agora a necessidade do pré-embarque, ou seja, o pagamento antecipado da passagem no próprio ponto, agilizando e facilitando a entrada das pessoas do ônibus. A previsão para instalação do sistema completo é abril de 2011.

A cidade desumana

IVO THEIS - professor FURB

Junto-me aos apelos de Christian Krambeck. Em “Uma ideia, um desafio”, publicado na edição de ontem do Santa, faz nova tentativa de convencer seus leitores e interlocutores da necessidade de humanizar a Aldeia. É um desafio e tanto o de “inverter a perversa lógica que dominou o desenvolvimento das cidades (inclusive, Blumenau) nos últimos 40 anos”. É um desafio mudar as coisas na Aldeia devido a muitas razões. De minha parte, estou quase convencido de que uma delas é que “nada precisa mudar”. Parece que tudo está bem assim como está.

Aliás, a ordem tem sido de elogiar a cidade. Dizer que é bela. Que é florida e sua natureza, exuberante. Que sua gente é ordeira, educada e limpa. Além de bonita, saudável e feliz. Que recebe visitantes de braços abertos. Que, enfim, é diferente. Interpreto assim: essa cidade não precisa mudar.

Mas, uma cidade não é, sempre, muitas cidades? Não há, sempre, um pouco de cada uma das cidades invisíveis de Ítalo Calvino em cada cidade real? Então: é possível defender que a Aldeia é diferente? Que não precisa mudar?

De fato, a maioria da gente que nela vive é simples, humilde e trabalhadeira. Outra parte (a minoria, felizmente) tem nariz empinado e é esnobe e preguiçosa. E nem se trata daquela preguiça boa, dos índios. Trata-se da de quem suja, mas manda os outros limparem. De fato, a paisagem aldeã é aprazível. Ainda. Porque a especulação imobiliária vai devastando, aceleradamente, o que resta de natureza. A Aldeia é cada vez mais asfalto e concreto. E cada vez menos paisagem aprazível – isto é: rios limpos, ar respirável, árvores.

Na verdade, a Aldeia é bela para poucos, para a minoria de esnobes. Para os que preferem carros, luzes e shoppings. Não para quem paga tarifa elevada de ônibus e mora distante do local de trabalho. Aliás, não para quem trabalha.

Faz tempo que para muitos moradores de alguns bairros periféricos a cidade não é mais humana. Isso, porém, não importa para a minoria que manda os outros, a maioria, limparem a sujeira que fazem. A seu modo, humanizam a Aldeia. Subtraindo mais umas árvores – depois da Beira-Rio, agora da Rua 7. Limpando, esteticamente, fachadas de shopping e expelindo, higienicamente, ambulantes. Ou será o contrário.

Publicado no Santa do dia 19 de novembro de 2010, na coluna semanal da sexta.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Uma Idéia, um desafio!



Recentemente o Prefeito esteve no Curso de Arquitetura e Urbanismo da FURB para apresentar o projeto de reestruturação urbana e mobilidade - Blumenau 2050, sendo recebido por alunos, professores e pelo Reitor João Natel.
       Vale destacar a importância do Prefeito se submeter ao olhar crítico e às contribuições da Academia e o fato de ter demonstrado clareza e domínio da proposta apresentada e seu significado para o futuro de Blumenau e região.
       Na ocasião tive a oportunidade de propor um desafio ao Prefeito e ao Reitor: ampliar e consolidar os laços entre prefeitura e universidade e realizar a partir de 2011, oficinas permanentes onde alunos, professores e técnicos municipais se debruçarão sobre as diretrizes urbanísticas, projetos e idéias para o futuro da cidade, propondo soluções de desenho urbano, novas praças e parques, sinalização, arborização e mobiliário urbano.
      O mais importante é garantir que toda essa energia esteja a serviço da consolidação de uma idéia: a humanização da cidade. Para sua concretização, primeiro as pessoas precisam conhecê-la e compreendê-la, depois acreditar e lutar por sua implementação.
     Humanizar significa inverter a lógica que dominou o desenvolvimento das cidades nos últimos 40 anos, tendo o carro como ator principal e produzindo congestionamentos, poluição, acidentes e mortes; e confiscando o espaço destinado a novas praças, parques, ciclovias e calçadas arborizadas. Antes que seja tarde precisamos perceber que a solução não está em criar mais ruas, viadutos, estacionamentos e espaço para o carro, deixando nossas cidades feias, poluídas e inviáveis. Carro é sinônimo de paralisia, dês-economia, stress e depressão.
      Uma idéia a ser construída pela mídia, empresários, universidade, políticos e cidadãos: a cidade sustentável do século XXI, se estrutura a partir de meios de transporte saudáveis, eficientes e ecológicos, prevendo densidades altas e concentrando moradia, trabalho, estudo e lazer num mesmo lugar para que as pessoas possam circular a pé, de bicicleta e através de sistemas integrados, eficientes e baratos de transporte coletivo.

     O futuro é das cidades sustentáveis, independente de seu tamanho ou localização.

Christian Krambeck - arquiteto e urbanista ESTÚDIO TERRA